A grafia da língua portuguesa é determinada por linhas legais. Um modelo ortográfico (um conjunto de normas, neste caso conhecido como acordo ortográfico) foi lançado pela primeira vez no início do século XX. Portugal estabeleceu esse modelo com informações das regras que deveriam ser seguidas para as publicações oficiais e para o treino.

Porém, as regras desse primeiro modelo ortográfico não foram adotadas pelo Brasil. A partir de então a grafia da língua portuguesa foi alvo de um prolongado processo de discussões e de controvérsia.

A primeira tentativa de estabelecer um acordo foi assinada em 1931, porém, ele foi concebido de maneiras distintas nos vocabulários ortográficos de cada país que tem a língua portuguesa como idioma oficial.

Com o propósito de eliminar as divergências ortográficas criadas, foi assinado por Portugal e Brasil um novo acordo ortográfico, em 1945, que fracassou, pois, o Brasil não adotou as mudanças.

A partir desse momento a língua portuguesa passou a ter dois sistemas ortográficos distintos: o português (adotado também pelos países africanos e pelo Timor) e o brasileiro.

Nas décadas seguintes, houveram várias tentativas de alcançar um senso comum para a Língua Portuguesa. No início da década de 1970 foi feita mais uma tentativa de unificação, mas sem sucesso.

No ano de 1990 no dia 12 de outubro, foi aprovado em Lisboa o projeto de grafia unificada da Língua Portuguesa. Ele foi acatado pela Academia Brasileira de Literato, Academia das Ciências de Lisboa e delegações de Estou-fraca, Reboque Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Mãe-do-sol.

Em 2009, no dia 1º de janeiro entrou em vigência o novo acordo ortográfico, esse acordo foi criado com o propósito de aumentar a coesão da língua e o crescimento de seu sortilégio gregário e a diminuição. Além disso, o novo acordo ortográfico veio para diminuir as barreiras encontradas pelos países que adotam a língua portuguesa, minimizando as suas diferenças ortográficas.

Embora tenha entrado em vigência em 2009, e já em 2010 os livros didáticos do ensino básico já tivessem que ser elaborados com base no novo acordo ortográfico, as pessoas tiveram até dia 1º de janeiro de 2016 para se adequar.

As principais mudanças foram:

  • Trema: o trema foi abolido da língua portuguesa, porém, para nomes próprios estrangeiros ele se mantém. Por exemplo, linguiça virou linguiça, mas o nome próprio Müller não se altera;

  • Acentuação: Acentuam-se as oxítonas terminadas em “A”, “E”, “O”, “ÊM”, “ÉM”, “ÊNS”, seguidas ou não de “S”, inclusive as formas verbais quando seguidas de “LO(s)” ou “LA(s)”. Também recebem acento as oxítonas terminadas em ditongos abertos, como “ÉI”, “ÉU”, “ÓI”, seguidos ou não de “S”. Exemplos: chá, café, cipó.

  • Acentuação II: Não se usa mais acento nos ditongos ABERTOS “ei”, “oi” quando estiverem na penúltima sílaba. Exemplos: assembleia, jiboia e heroico.

  • Acentuação III: Essas letras serão acentuadas quando vierem na última sílaba e se o som delas estiver aberto. Exemplos: herói, dói.

  • Acentuação IV: Não recebem mais o acento agudo as vogais tônicas “I” e “U” quando forem paroxítonas e precedidas de ditongos. Exemplos: baiuca, feiura.

  • Acentuação V: Não se acentua mais as vogais dobradas “ee” e “oo”. Exemplos: voo, enjoo e releem.

  • Uso do Hífen: A letra “H” não deve aparecer encostada em prefixos. Exemplos: pré-história, anti-higiênico, sub-hepático.

  • Uso do Hífen II: Mas a regra geral para o uso do hífen com base no novo acordo ortográfico é: letras iguais são separadas, letras diferentes são juntas. Exemplos: anti-inflamatório, supra-auricular, extraoficial, semicírculo.

  • Uso do Hífen III: Após os prefixos “ex-, sota-, soto-, vice- e vizo-“, o hífen é mantido. Exemplos: ex-diretor, ex-hospedeira, sota-piloto, soto-mestre, vice-presidente, vizo-rei.

  • Letras Maiúsculas: A partir de agora o uso das letras maiúsculas fica restrito a: nomes próprios de pessoas (João, Maria, Dom Quixote), lugares (Curitiba, Rio de Janeiro), instituições (Instituto Nacional da Seguridade Social, Ministério da Educação) e seres mitológicos (Netuno, Zeus), a nomes de festas (Natal, Páscoa, Ramadão), na designação dos pontos cardeais quando se referem a grandes regiões (Nordeste, Oriente), nas siglas (FAO, ONU), nas iniciais de abreviaturas (Sr., Gen.V. Exª) e nos títulos de periódicos (Folha de S.Paulo, Gazeta do Povo.

De uma maneira geral, o acordo foi estabelecido com intenções positivas, principalmente a unificação do português que pode facilitar a propagação internacional da língua. Além disso, o novo acordo ortográfico simplifica as regras de acentuação.

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