As figuras de linguagem são recursos de expressão utilizados por um escritor, com o intuito de ampliar o significado de um texto literário ou até mesmo para suprir a falta de termos convencionais adequados em uma frase.

Figuras de linguagem
Figuras de linguagem

As figuras de linguagem são um recurso que se bem empregados podem conferir grande expressividade ao texto literário. As figuras de linguagem mais comuns são:

  • Metáfora;

  • Comparação;

  • Metonímia;

  • Antítese;

  • Paradoxo;

  • Personificação (prosopopeia);

  • Hipérbole;

  • Eufemismo;

  • Ironia;

  • Elipse;

  • Zeugma;

  • Pleonasmo;

  • Onomatopeia;

  • Sinestesia;

  • Aliteração.

A metáfora é a figura de linguagem da comparação, mas essa comparação não é feita de uma maneira tradicional usando termos “tal como”, “tanto quanto”. A comparação é feita de maneira implícita, trazendo uma relação de semelhança entre eles. Exemplo: tempo é dinheiro. Nesta frase é possível interpretar que o tempo é tão valioso quanto o dinheiro.

A metonímia é a figura de linguagem na qual uma palavra é substituída por outra de mesmo sentindo, não alterando o sentido final da frase. Exemplo: “A comida francesa é ótima” ou “A culinária francesa é ótima”.

Enquanto a metonímia busca semelhança, a figura de linguagem antítese trabalha com o uso de palavras, ideias ou expressões de sentido oposto. Exemplo: “De repente do riso fez-se o pranto”, neste verso do soneto de separação, de Vinícius de morais, as palavras riso e pranto são termos opostos.

O paradoxo, outra figura de linguagem, segue uma linha de raciocínio parecida com o da antítese. O paradoxo consiste na presença simultânea de dois elementos que se anulam, em uma única frase, e por consequência, traz à tona uma situação irreal. Exemplo: “É ferida que dói e não se sente”, neste famoso verso de Luís de Camões o paradoxo é bem claro, visto que não é possível você ter uma ferida (um ferimento), ela doer e ao mesmo tempo você não sentir a dor.

Já a personificação (prosopopeia) segue um caminho completamente diferente do que vimos até agora. Essa figura de linguagem atribui características humanas como sentimento, fala, etc, para itens não humanos. Exemplos: “A câmera me ama”, “O fogo dançava com o vento”, a aplicação da personificação é clara! Afinal de contas câmeras fotográficas não são capazes de amar ninguém, bem como, o fogo não é capaz de dançar.

A hipérbole consiste em empregar palavras que tragam uma ideia de exagero extremo intencionalmente. Exemplos: “Ela chorou rios de lágrimas”, “Já falei mil vezes e ele não me escuta”, “Já faz séculos que ela não toma banho”. Em todos esses exemplos o exagero intenso está bem evidente.

O eufemismo vai no caminho oposto da hipérbole. Essa figura de linguagem é utilizada por meio de palavras ou expressões que minimizam outras que são desagradáveis ou produzem um efeito chocante. Exemplo: “Ele subtraiu os bens da funcionária” no lugar de “Ele roubou os bens da funcionária”.

A ironia é talvez a figura de linguagem mais utilizada pelas pessoas no dia-a-dia. Ela expressa com o significado oposto o que se pensa de verdade. Uma curiosidade é que a palavra ironia tem origem do grego “eironeia”, que significa: perguntar fingindo que não se sabe a resposta. Exemplo: “Fale mais alto, lá da esquina ainda não dá para ouvir”, nessa frase deseja-se realmente que a pessoa fale mais baixo.

O uso da elipse acontece quando um ou mais elementos são omitidos numa frase, mas sem que a frase perca o sentindo, ou seja, a (s) palavra (s) está omitida, mas fica subentendida. Exemplo: “Ela está passando mal! Depressa, um médico”, na verdade a frase completa seria: “Ela está passando mal” “Depressa, chamem um médico”. A primeira frase tem uma palavra a menos do que a segunda, porém, o significado não foi alterado.

Uma figura de linguagem que se parece com a elipse é o zeugma. A diferença é que o zeugma omite algo que já foi mencionado no texto, e é possível saber que ele está sendo omitido porque é feita uma referência a ele. Exemplo: “Nossos bosques têm mais vida/Nossa vida mais amores”, na segunda frase o termo “tem” está omitido, mas o sentido não é prejudicado.

Outra figura de linguagem mais conhecida é o pleonasmo, o pleonasmo acontece quando uma mesma ideia é repetida dentro de uma frase com palavras diferentes. Tão é verdade que é uma figura de linguagem conhecida que é até mesmo considerada como um vício. Mas quando usada de maneira adequada essa repetição vem de maneira intencional, enquanto o vício vem de maneira não intencional e desnecessária. Exemplo: “Chovia uma triste chuva”, esse é um exemplo de aplicação intencional do pleonasmo. “Vou subir para cima”, esse é um exemplo do vício, um emprego inadequado da figura de linguagem.

Outra figura de linguagem bem conhecida é a onomatopeia, que faz parte principalmente do universo infantil. Onomatopeia se refere ao uso de palavras para reproduzir sons de seres vivos e objetos.

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