Semântica

Semântica
Semântica

Desde quando a linguística começou a ser desenvolvida por Ferdinand de Saussure, o campo do significado das palavras sempre teve grande importância nas reflexões acerca da linguística. E ao longo do tempo foi criado o campo específico para estudar os significados das palavras e expressões: a semântica.

A semântica é um campo da linguística e estuda o significado e a atuação do significado de uma palavra de um indício de uma citação ou de uma expressão em uma determinada conexão.

Semântica tem origem na palavra grega “semantikos”, que significa aquilo que tem sentido. A criação do termo “semântica” é atribuída ao filósofo francês Michel Bréal (1832 – 1915), que se dedicava a estudar a forma das palavras.

Embora que, até Michel Bréal não houvesse um termo específico para denominar o estudo dos significados das palavras, isso já era feito desde a época de Aristóteles. Mas foi Jost Trier a idealizar “o campo semântico” de uma maneira mais complexa e profunda.

Os estudos da semântica seguiram esses moldes até que o Stephan Ulmann (1914 – 1976), que era um linguista húngaro, propôs o estruturalismo clássico que distinguia a natureza e a causa semânticas. Essa distinção foi estabelecida com base nas relações de sentido e os efeitos quantitativos e qualitativos estabelecidos por elas.

A importância da semântica está no fato de que são os significados que possibilitam a comunicação, as estruturas das palavras e frases não são suficientes para que o receptor da mensagem a compreenda com clareza.

O estudo da semântica está diretamente associado com a sintaxe uma vez que, se for feita uma alteração na base sintática de uma palavra, pode ser que o sentido da mesma também se altere.

No estudo da semântica são analisadas as mudanças de orientação que ocorrem nas formas linguísticas em função do tempo e da localização geográfica. Ou seja, a semântica estuda o significado das palavras, frases e textos de uma língua, um idioma.

O campo da semântica é subdividido em descritiva ou sincrônica, a semântica descritiva estuda a orientação atual das palavras e em histórica ou diacrônica, que estudam as mudanças sofridas ao longo do tempo e do espaço pelas palavras.

Em relação ao aspecto semântico da língua existem algumas categorias de propriedades: sinonímia, antonímia, polissemia e paronímia. A sinonímia é a área da semântica responsável por estudar as palavras sinônimas, ou seja, aquelas que possuem significados semelhantes.

Já a antonímia é a área da semântica responsável pelo estudo das palavras antônimas, ou seja, estuda palavras que possuem significados opostos. A polissemia estuda as palavras que possuem múltiplos significados, sendo que, cada significado é dado pelo contexto em que a palavra está empregada. E a paronímia estudam os seguintes casos: duas palavras com grafia e sonoridade semelhantes e significados diferentes.

Um exemplo de sinonímia é “garota e menina”, um exemplo de antonímia “bom e ruim”, um exemplo de polissemia “cessão e sessão” e um exemplo de paronímia “deferir e diferir”.

Além disso, a semântica também estuda a conotação e a denotação das palavras. A conotação é a capacidade de uma palavra se ampliar no seu campo semântico, e que dentro de um mesmo contexto pode causar várias interpretações. Já a denotação é a capacidade da palavra se limitar no seu próprio conceito, trazer apenas o seu conceito original.

Outras subdivisões da semântica são o hiperônimo e o hipônimo, os hiperônimos são palavras com sentidos mais abrangentes, como se fosse um grupo capaz de englobar diversos elementos. Enquanto os hipônimos são palavras que se referem a um elemento específico que está dentro do conjunto dos hiperônimos. Por exemplo, insetos é um hiperônimo, enquanto besouro é um hipônimo.

Uma das muitas vertentes da semântica é a semântica lexical. Nesta vertente as palavras são definidas com base nas relações que possuem com elas mesmas. Porém para trabalhar e entender a semântica lexical é preciso entender o conceito de lexia. Lexia, nada mais é do que uma unidade lexical memorizada. Essa unidade pode ser simples (livro, caderno, lápis), composta (primeiro-ministro, mesa-redonda, guarda-chuva), complexa (mortalidade infantil, estado de sítio, cidade universitária) e textual (“ quem tudo quer, tudo perde”).

Outro conceito importante é o morfema, que diz respeito à natureza dos elementos que compõe a lexia. Os morfemas lexicais são divididos em dois grupos: relações semânticas e relações fonéticas e gráficas.

Mas depois de tantas informações vale destacar a diferença entra campo semântico e campo lexical. O campo semântico é composto pelas possibilidades de significação que uma mesma palavra pode assumir de acordo com o contexto no qual a mesma estiver inserida. Já o campo lexical é formado pelas palavras pertencentes a uma mesma área do conhecimento ou palavras formadas por composição e derivação. Sendo que as palavras formadas por derivação são aquelas palavras formadas a partir de uma palavra que já existe, enquanto as formadas por derivação são formadas a partir da junção de duas palavras já existentes.

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