Gramática

Gramática
Gramática

O primeiro pensamento que vem à cabeça quando o assunto é esse são as muitas regras que nos obrigam a seguir, oferecendo a ideia que se trata de algo limitante e pedante. Contudo, está afirmação está totalmente equivocada, principalmente quando se trata de língua e de linguagem. A gramática estuda as manifestações da linguagem dentro de uma determinada língua, sobre várias óticas e focos. Antes de entender o que é gramática, devemos entender o que é Língua e Linguagem.

O que é Língua e Linguagem?

A língua é um organismo vivo, que se transforma com a necessidade de seus falantes e é entendida como um conjunto de elementos (sons e gestos) que possibilitam a comunicação. Esses elementos se chamam signos linguísticos e são intrinsicamente associados ao contexto de vivência do indivíduo. Os signos linguísticos, por sua vez, são unidades de significação de acordo com a memória acústica da palavra, o significante, juntamente vinculado ao conceito de contido naquele determinado signo, o significado.

Já a linguagem é a capacidade do ser humano de produzir, desenvolver e compreender a língua e outros tipos de manifestações, como um grafite, uma melodia ou expressões corporais. Ela é a representação do mundo que rodeio o sujeito, nos vários aspectos que o circundam. Por meio dela que o ser humano se organiza e dá forma as suas experiências. Não se pode reduzir a linguagem a um meio de comunicação, a sua concepção é muito mais profunda, pois através dela que se construindo as memórias, a história e o mundo que se conhece.

Todos os grupos humanos possuem sua própria língua, a fim de possibilitarem a interação entre todos daquele mesmo grupo. Essa movimentação faz com que a própria gramática não seja estática, mas mude conforme as muitas possibilidades da linguagem segundo a própria língua e interesses de estudos.

O que é gramática?

A gramática é um estudo das muitas manifestações da linguagem dentro de uma determinada língua, estruturada sistematicamente em meio a diversos aspectos linguísticos, que servem como meio de comunicação para os indivíduos. Há inúmeras possibilidades linguísticas, graças à pluralidade que é a interação humana, e a gramática é um estudo dessas muitas manifestações, de forma que propicie uma utilização coerente ao falante.

O estudo da gramática vai além de reduzir os aspectos linguísticos a um simples amontoado de regras com o intuito de estabelecerem o que é certo ou errado dentro da língua, ela tem a função de preservar, de descrever, e acima de tudo, de estabelecer utilização para o falante. É sabido, no entanto, que cada língua tenha a sua variação de critério, e, dentro deles, estabeleçam-se a variante privilegiada, chamada de norma padrão.

As línguas são instrumentos usados como práticas sociais em todas as sociedades do mundo, a qual classifica o indivíduo em ser letrado. E os membros desse tipo de sociedade registram as suas atividades interativas e culturais. Esses registros letrados da cultura são direcionados comumente pelo uso da gramática, sobretudo, pela que tenha mais prestígio social cuja sua difusão é mais abrangente e conhecida entre os praticantes daquela determinada língua.

Dentro do estudo da gramática, há divisões autônomas, mas harmoniosas entre si que possibilitam o melhor entendimento dela. Ela é dividida em: Fonética, Fonologia, Morfologia, Sintaxe, Semântica, Etimologia, Semiótica e Estilística.

Os tipos de gramáticas

Não há um tipo apenas de gramática. Existem diversos enfoques que se designam estudar as manifestações da língua sobre vieses diferentes. São esses:

Gramática Normativa ou Prescritiva

A gramática normativa é a mais conhecida e muito utilizada no âmbito escolar. Ela dita uma norma ou regra sobre o uso da linguagem, através dos estudos dos fatos linguísticos em casos específicos de interlocução. São postulados de regras convencionais de línguas faladas, obedecidas e colocadas em práticas, quando forem necessárias. Esta variante gramatical, no entanto, contempla uma visão do certo e errado da língua, colocando em detrimento outras variantes, que não sejam a padrão.

Gramática Descritiva

A língua se transforma constantemente conforme o tempo, além do mais ela se adapta aos diversos contextos que o falante se encontra. Exemplo disso é a linguagem utilizada na internet ou o uso das gírias. A gramática descritiva se volta para essas manifestações sempre contextualizadas.

Gramática Internalizada

A gramática internalizada, como o próprio nome diz, é a habilidade que o falante possui desde o momento que mostra apto de exercer os primeiros contatos linguísticos, quando aprende a falar e consegue ordenar suas ideias e expressões de pensamento, com sentindo lógico ao discurso. Por ser inerente ao ser humano, a gramática internalizada não se preocupa em determinar o certo ou errado, como a Normativa, ela se interessa pelos padrões linguísticos executados na fala natural.

A função da gramática está para o homem como forma de estabelecer um padrão. Sobretudo, dentro de uma sociedade e nas interações humanas, não existe um tipo apenas de exemplos, e sim, uma pluralidade de características. Assim também ocorre com a gramática e o indivíduo deve entender esses muitos mundos e poder transitar por todos eles.

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