Dentro do estudo da gramática, há subdivisões que se dedicam em estudar partes específicas como a ortografia. Essa área de estudo, dedica-se em estipular as grafias das palavras corretamente, conforme os seus sons ou origem. Contudo, dentro do leque de possibilidades das palavras e suas interações, algumas questões podem confundir até mesmo o mais entendido da matéria, como ocorre entre os por que, porque, por quê e porquê.

Estudar a língua é uma tarefa que exige tempo, dedicação e treino, e pode gerar algumas dúvidas. É algo normal que acomete várias pessoas com vários níveis de escolaridade. Embora não seja algo difícil, vale à pena o estudo para facilitar na hora do emprego dos porquês e acabar de vez por todas as dúvidas que circundam esse famoso dilema.

Por dentro dos porquês

E então importante que se entendam as diferentes funções do “por que dentro” de uma oração. Isso ocorre devido às classificações das palavras e a função que ela exerce naquela determinada frase. Dentro da gramática, cada palavra executa uma determinada função, conforme sua colocação dentro da sentencia. Por esta razão, o falante deve se ater as funções atribuídas às palavras naquele contexto, e isso se aplica em entender os porquês.

As funções:

O porquê pode ser usado em frases interrogativas;

Pode introduzir uma oração coordenada explicativa;

Pode introduzir uma oração subordinada causal;

Pode ser uma palavra substantivada, isto é, não é um substantivo, mas, em determinado contexto, funciona como tal. Quando isso ocorre, recebe a “companhia” do artigo ou de um pronome.

Por que:

Este primeiro por que é escrito separadamente, formando duas palavras, com duas formas de uso: A primeira forma é empregada quando o contexto oferecer a ideia de um motivo, cuja união da preposição “por” com o pronome interrogativo ou indefinido “que”. Elas expressam a intensão de demonstrar o motivo pelo qual ocorreu aquela situação. Para ficar mais claro, troca-se o “por que” pela expressão “por qual razão” ou “por qual motivo”. Neste caso, o uso do por que separado é usado em começos ou no meio das frases. Exemplo:

Por que você não vai à escola hoje? (por qual razão)

O segundo emprego do por que, dá-se pela junção da preposição “por” com o pronome relativo “que”. Neste caso, ele assume o sentindo do “pelo qual”, “pela qual, “pelos quais” e “pelas quais”. Exemplo:

As dificuldades por que passei, ensinou-me a ser mais flexível.

Porque:

O porque junto é uma conjunção em orações subordinadas casual, com a intensão de oferecer a causa a um determinado fato expresso na oração principal. Também podem exercer a função nas orações coordenada explicativa cuja finalidade é expressar o motivo expresso na declaração anterior, que pode significar “pois”, “uma vez que, “para que”. A grosso modo, ele é utilizado com a finalidade de resposta. Exemplo:

Eu não fui à escola porque não estava me sentindo bem pela manhã.

Não compre nada sem precisar porque não lhe faz falta.

Porquê:

Essa partícula tem desempenha a função de substantivo e significa o motivo ou a razão. Ela sempre vem acompanhada de artigo, numeral, pronome ou adjetivo.

O porquê de tantos desastres naturais deve-se às mudanças climáticas.

Por quê:

Neste caso, o por quê deve ser usado no final da sentença, ao lado da pontuação, e é impreterível a utilização do acento. Exemplo:

Ela está triste por quê?

O uso dos porquês não é nenhum bicho de sete cabeças. O problema está na hora de coloca-los em prática dentro de um texto, daí podem ocorrer algumas dificuldades e confusões. Será que é pergunta ou é resposta? Fica tentando decorar e empregar as regras, e na hora de escrever, acaba se confundindo.

A dica de hoje é: procure entender cada exemplo e pratique-os! A língua portuguesa não é difícil como dizem por aí, ela é sim complexa, mas nada que treino e dedicação não resolva. É apenas uma questão de escrever mais em situações formais de uso com mais frequência.

As mudanças na língua são naturais e recorrentes em todas as línguas do mundo. Uma dessas alterações poderia ser a redução das formas de uso dos “porquês”. Assim como algumas partículas já caíram em desuso, vale ao tempo e os falantes estabelecerem essas mudanças.

Vale lembrar que a gramática, bem como a língua, não é algo conservador que não se adequa às mudanças da sociedade. Ela é tão viva quanto nós e está aí para provar o quanto ao longo da história, ela mudou.

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