Mobilidade urbana

Mobilidade urbana, metrô, transporte

A eficiência do transporte brasileiro tem apresentando ao longo dos últimos o quão precário está esse serviço público tanto que foi o ápice para umas maiores manifestações que o pais já viveu no ano de 2013. Após isso, tem sido frequente as discussões em torno do assunto de mobilidade urbana, pois existe muita insatisfação por parte da população devido aos altos preços praticados associados a baixa qualidade do serviço.

O grande número de pessoas que vivem na cidade faz com que seja necessária a implementação de políticas públicas que incentive a sociedade a mudar sua visão sobre os meios de transportes, pois atualmente ninguém deseja utilizar esse tipo de serviço a não ser em casos de extrema necessidade.

Por isso, um dos desafios diários nas principais cidades do país é o de garantir o direito de ir e vir para uma quantidade tão grande de cidadãos e acima de tudo oferecer um serviço com qualidade e rapidez.

Questão prioritária

Diante deste cenário, especialistas destacam que se tem a necessidade de tratar o transporte público como uma questão prioritária. Por isso, é fundamental que o governo assuma o papel de realizar previsões e estude a dinâmica do mundo atual e suas necessidades para que seja possível identificar a melhor forma de lidar com o problema até ser possível encontrar uma solução de longo prazo para os problemas de mobilidade urbana.

Isso é necessário não só para melhorar o transporte público e incentivar a população a usá-lo, mas também para investir em outros meios de transporte que podem ser mais eficientes como, por exemplo, o metrô ou até mesmo trens para facilitar o transporte intermunicipal.

Por outro lado, é interessante destacar que mesmo que pareça um problema fácil de ser resolvido existe toda uma complexidade em volta da mobilidade urbana, pois exige todo planejamento financeiro para que o plano funcione efetivamente uma vez que são altos os custos para uma reformulação do setor, principalmente, quando o pais se encontra em recessão.

Novas abordagens

Em 2012, a presidente Dilma Rousseff aprovou uma legislação que exigia cidades com mais de 20.000 residentes deveriam realizar um planeamento da mobilidade em seus planos de desenvolvimento maiores. O principal objetivo disso é o de receber financiamento federal de desenvolvimento que é conhecido como Política Nacional de Mobilidade Urbana.

A criação dessa legislação permitiu estabelecer princípios, diretrizes e ferramentas para orientar cidades na criação de planos de mobilidade. Essa mudança foi considerada um importante feito para a população brasileira uma vez que são muitas as cidades que possuem esse número de habitantes.

O principal incentivo dessa política é incentivar as cidades a criarem novos meios de transportes, principalmente, alternativos que deem opções para as pessoas escolherem qual é tipo de locomoção é o mais cabível no momento.

Apesar de ainda existir muito a ser trabalhado deve destacar que o número limitante de habitantes é bom valor uma vez que são poucas as cidades que não possuem esse valor e muitas delas possuem um valor não muito distante disso. Essa margem possibilita que seja criado uma estratégia muito melhor para buscar resolver os problemas de mobilidade urbana existente em cada município de modo específico.

Ajuda tecnologias

A fim de evitar problemas de mobilidade urbana nas grandes cidades brasileiras, várias tecnologias e aplicações estão sendo desenvolvidas para tornar a rotina da população um pouco mais fácil, principalmente, quanto ao que se trata transporte coletivo.

No Brasil, a ideia de cidades inteligentes ainda cresce um pouco lentamente com as empresas e municípios, pois exige que essas parcerias busquem entre si para implantar novas tecnologias, principalmente, nas principais cidades do Brasil. Isso requer um pouco de investimento para o desenvolvimento das aplicações necessárias para facilitar o uso dos transportes públicos.

Maior cidade do Brasil

Mesmo com problemas evidentes, a cidade de São Paulo é a melhor classificada no ranking das cidades mais inteligentes quando se trata mobilidade urbana. O plano estratégico para a cidade foi recentemente atualizado, com foco no equilíbrio entre habitação, mobilidade e emprego.

Apesar de ainda estar longe de ser um exemplo as medidas tomadas, sem dúvida, devem ser vistas como indicativos de que é uma preocupação fornecer um serviço de melhor qualidade e que seja mais eficiente para as pessoas.

Atualmente já existe diversos tipos de serviços que foram criados para dar maiores informações sobre o meio de transporte como, por exemplo, nos pontos de ônibus é possível obter uma estimativa de chegada de cada linha. Isso ajuda o passageiro a se planejar melhor e analisar se irá compensar adotar determinado meio de transporte.

Transporte coletivo

Outra forma para melhorar as opções de transportes é incentivar os meios coletivos para diminuir o número de veículos nas ruas. Isso pode ser uma excelente solução, pois ajudará a acelerar o fluxo nas principais vias de locomoção das cidades. Por outro lado, é necessário oferecer um serviço eficiente para incentivar o uso.

Portanto, a mobilidade urbana é um assunto que deve ser bem construído para que seja assimilado a maioria das possibilidades de soluções para atingir o maior número de pessoas. Atualmente, muitas cidades apresentam uma certa deficiência na qualidade dos meios de transportes, mas com ajuda da tecnologia pode ser possível otimizar os meios de locomoção.

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