A Genética

Genética

Com todas essas áreas apresentadas, boa parte do que envolve os seres vivos parece ter sido esclarecida. Uma em especial, porém, merece destaque tamanho a sua complexidade: a genética. Não que as demais áreas sejam simples, todas têm suas dificuldades e peculiaridades, mas o estudo da Genética trouxa avanços significativos para toda biologia.

E o que estuda a Genética afinal? Ela analisa as características de cada ser e como elas são transmitidas de geração em geração. Ou seja, é o estudo de como as novas gerações recebem características dos seus antecessores. Para ser mais fácil de entender, é através da genética que entendemos porque parecemos com nossos pais ou porque nossos pais parecem com nossos avós.

Essas características são passadas através dos genes que está para a hereditariedade assim como a célula está para a vida. Os genes são biomoléculas que contém a informação genética e são formados através de uma sequência de ácidos nucléicos que podem ser de dois tipos: ácido desoxirribonucleico e ácido ribonucleico, conhecidos popularmente como DNA e RNA. Para dar dimensão à complexidade desse assunto, cada ser humano tem entre 20.000 e 25.000 genes dentro do seu corpo.

Cada gente tem uma sequência de informações dentro de si que, dependendo da ordem dessas informações, organiza uma ação do corpo humano ou detém uma característica da pessoa. Por exemplo, pode ser através de uma sequência específica que o gene permite algumas características físicas como olho claro ou altura.

Ao dar sequência a uma nova geração, os seres humanos passam para os filhos suas características através dos genes que contém uma série de detalhes e informações de cada um. É por isso que um filho costuma levar muitas das características dos pais. Isso pode acontecer com os mais diversos aspectos possíveis.

É por essa função que, por exemplo, pais de olhos claros costumam ter filhos de olhos claros, enquanto isso é bastante raro entre pais de olhos castanhos. É por isso também que pais altos costumam ter filhos altos, enquanto que pais baixos costumam ter filhos baixos. As características físicas tendem a ser transmitidas através dos genes.

É importante frisar, porém, que o gene não garante a característica por si só. Por exemplo, é possível que os pais sejam magros e que, portanto, os filhos tenham tendência a ter o mesmo tipo físico. Se ao longo do tempo, contudo, esse filho comer muito produto calórico, como chocolates e frituras, ele não estará imune a ser uma pessoa obesa. As ações também ajudam a moldar as características, embora elas sejam bastante influenciadas pelos genes.

Embora seja o grande foco, não são apenas as características físicas que são transmitidas. É claro que é fácil identificar um olho claro ou uma sobrancelha grossa e comparar com a geração anterior, pois esses detalhes são visíveis a olho nu. Entretanto, o gene transmitido leva também detalhes internos do corpo humano. É por essa razão que existem algumas doenças genéticas, ou seja, pais que tinham alguma doença específica como diabetes possa transmiti-la para a nova geração.

Ou seja, todas as características são moldadas de acordo com os genes transmitidos da geração antiga para a nova. Os genes são tão importantes nesse processo que a área que estuda a hereditariedade foi nomeada Genética justamente em menção a essas biomoléculas. Genética é um derivado do grego Geno que significa “fazer nascer”.

Uma dúvida natural desse processo de genética é a formação do novo ser. Até aqui os exemplos foram simples, com pais de características semelhantes. Mas e o que acontece se o pai tiver olhos castanhos e a mãe tiver olhos azuis? De que cor serão os olhos da criança? E a resposta não é tão simples como parece.

O novo ser será formado a partir das características somadas dos seus dois progenitores que partilham de uma cópia de seus genes com o outro no ato da reprodução. A característica física do novo ser vai depender dos tipos de genes que ele recebe dos seus pais. E para entender isso é preciso compreender que os genes dos progenitores irão se unir para formação do novo ser.

A essa união de genes se dá o nome de alelo. Esse alelo poderá ser de dois tipos: dominante ou recessivo. Todo filho receberá dois alelos: um do pai e outro da mãe. O que definirá a cor dos olhos dele será justamente qual alelo é mais forte, ou seja, qual o alelo é dominante.

Para ficar mais fácil de entender e seguindo o exemplo anterior, se os alelos do pai forem dominantes e da mãe recessivos, o filho terá olhos castanhos. Os olhos azuis da mãe estarão no corpo do filho, porém ficarão escondidos e atrás da parte castanha. Neste caso, como o castanho do pai é o alelo dominante, ele não permite que predomine a cor azul e assim fica definida a pigmentação dos olhos do filho.

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